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sexta-feira, 12 de outubro de 2012

Como eu

Vou justificar meu voto em José Serra e também a impossibilidade de eu votar no PT. Não vou tocar em Mensalão. Não será preciso. Votar no meu entender é subscrever a uma visão de mundo. E o projeto que o PT vende é uma barca furada. Não sou exatamente tucano, mas me preocupo com o destino do dinheiro que pago como imposto.Você, como eu, também deveria. O que segue é minha reflexão para esta eleição. Regozijo- me em exercitar a autenticidade que este Blog me propõe. Deixe - me começar.

Serra, como eu, se fez sozinho. Armado de talento e esforço, soube se destacar. Conquistou seu espaço por mérito. Serra, como eu, defende o mérito por ser sua cria. Petista não gosta de mérito. O PT gosta do que é coletivo e do que nivela. O PT não gosta de hierarquias. Não gosta de rankings ou de autoridades. O PT gosta quando todo mundo se vê igual, sem juízo de valor. Ficam desconfortáveis quando se tornam autoridade. Eis porque o PT governa em bando e é corporativista. Eis porque não me refiro ao oponente pelo nome de seu candidato-coelho tirado da cartola.

Ao rejeitar juízos de valor, o petismo atrai para debaixo de seu guarda chuva gente da pior espécie. Para seu desagravo, há gente ruim no mundo sim. O PT não gosta desse axioma. Ao não diferenciar joio de trigo, o PT acolhe tipos como Maluf, Calheiros e Collor. Petistas tem estômago.

Estômago grande, o PT alimenta - se de sua utopia como se fosse a verdade única do universo. Já vimos o filme de como partidos de esquerda tratam seus dissidentes. Como seu projeto de mundo não tem respaldo na realidade, o único jeito de implementá -lo seria goela abaixo da sociedade. Quem não gostar que engorde a fila dos milhões de dissidentes trucidados pelas esquerdas em todo o mundo. Quanto mais Serra peita esses caras, mais eu voto nele.

Serra, como eu, é chato, teimoso, de trato difícil. Mas hipócrita não é. É sincero em seus valores. Podemos não gostar, mas sabemos no que acredita. Iniciativa privada, empreendedorismo, estado menor, mais eficiência. O PT não é sincero quando fala com a sociedade. Morre de medo de escancarar o DNA marxista. Maquia o que pensa sobre aborto, liberdade de imprensa, religião, sindicalismo e democracia. Sabe que se sincero perde votos. Infelizmente para o PT o regime é democrático e sua agenda não pode ser imposta na marra. Precisam primeiro ludibriar eleitores para chegar ao poder, sua meta última. A Democracia é valor menor frente à causa; é mais meio que fim. Coisa de burguês como se diz no petismo.


Burguesa também é, para o petista, a Religião. O ópio do povo aliena o revolucionário.Transforma lobos em ovelhas. A ironia é que o petista se agarra à sua ideologia como um crente. Serra, como eu, acredita em Deus. A esquerda deletou Deus e com ele foi para o ralo todo o pacote instalado: A Humildade, o Desprendimento, a Fé, a Virtude, etc. Se Deus está morto, então não há limites e tudo é permitido. Eis a ética petista, capaz de alijar a mentira de adjetivos e alçá -la à categoria de método.


Serra, como eu, melhorou a personalidade difícil com o passar do tempo. Exerceu diversos cargos importantes se expôs à inveja dos petistas sedentos de poder. Serra, como eu, foi vitima de armações maldosas. Fizeram o que podiam e o que não podiam para destruí -lo. Petistas racionalizam a culpa pelos métodos escusos com a ilusoriedade do benefício do que propõem. São capazes de golpes baixos e de incríveis mentiras. Com uma lisura dos santos, abusam do método leninista de injetar a própria culpa no inimigo.


Meu voto no Serra é meu não voto no PT. Acho que é o melhor candidato para São Paulo. A maioria que vota Serra, como eu, não ousa declará-lo. Bate medo da milícia violenta, paga com dinheiro público. De ser chamado de reacionário e inimigo do povo por declarar uma visão política legítima e fundamentada. Como a auto-estima da direita é abaixo de zero, a petezada nada de braçada. Tá tudo dominado? Nada. Falta a cereja do bolo: Falta São Paulo!

Serra, como eu, é mais um Zé trabalhador. Um cara que não se omite, que olha no olho e diz o que pensa sem medo de desagradar. É um Zé do Povo, um Zé Gotinha. Um Zelador. Eu posso ser um Zé ninguém, mas não sou um Zé Mané. O PT gosta desses Zés Manés de classe média - alta da Vila Madalena que dizem apoiar movimentos sociais (desde que há uma distância segura de sua porta).
Serra, como eu, jamais passaria no exame de Redação do Enem.


Serra, como eu, valoriza o aspecto coletivo da sociedade, mas não comete a tolice de defender o controle ideológico da liberdade e da expressão individual. O mundo melhora quando as pessoas são livres. Albert Einstein, 
James Joyce, Mahatma Gandhi, Sigmund Freud, Louis Armstrong, Jean Piaget, Nelson Mandela, Charlie Chaplin, Steve Jobs. Marx, Gramsci e Lenin não teriam surgido se não lhes fosse garantida a liberdade de pensar por sí mesmos.


Serra, como eu, já flertou com o socialismo. Ainda estudante, fui petista. Fiz arruaça, gritei palavra de ordem e participei de greve geral. Esvaziei pneu de ônibus e coloquei Durepoxi nas fechaduras de uma escola. Eramos petistas de boutique, filhinhos de papai. Queríamos impressionar as menininhas da militância. O modo como o PT usa o ímpeto e a ingenuidade juvenil mataria de inveja Maquiavel. A ideologia serve na medida. Canaliza a rebeldia do adolescente com uma narrativa bem montada de aparência lógica. Mas a premissa da coisa, o tal Materialismo Dialético, é um furo n'água. 


Serra, como eu, evoluiu. Como eu, entende que essa barca furada precisa ser debitada na conta dos marxistas. Um século de tentativas e naufrágios. Não é o caminho, capiche? Entregar o poder ao PT representará o prenúncio de tempos sombrios para quem valora a liberdade e acredita no indivíduo (valorizar o indivíduo não é o mesmo que ser individualista). Alguém precisa mostrar com clareza o mal que esse partido faz ao Brasil. Serra, como eu, levantou essa bandeira. Ao outro candidato (um mico inacreditável!) dou uma banana. Se ele não quiser como eu.

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