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sábado, 26 de outubro de 2013

Sapos na panela

FORA PT! Há um ano das eleições  embarquei numa cruzada patriótica para desalojar o petismo do poder. Não estou mais conseguindo assistir ao avanço lento mas inexorável da revolução gramsciniana no Brasil e ficar quieto! Ninguém está vendo? Todo dia sai uma notícia nefasta, que faz o comunismo avançar por aqui. Já que a Integral Politics não existe no mundo, que pelo menos a gente equilibre o jogo, hoje muito desigual.
Precisamos perder a vergonha de defender ideais identificados historicamente como sendo de direita. Não há nada de errado com a direita, como nos querem fazer crer! Precisamos dela, desesperadamente. Brasileiros: não se comportem como sapos na panela! Caminhamos a passos largos para virar uma republiqueta bolivariana, e ninguém parece perceber! Pior: ninguém parece se importar! Vamos dizer não à burrice, à ignorância irrefletida; ao pensamento de manada. Se não reagirmos seremos engolidos. Já estamos sendo cozidos vivos, em fogo baixo, e não estamos percebendo. Não costumo postar textos de terceiros, mas não resistí à esta pérola. Acompanhe o pensamento de Demétrio Magnoli. Ele vira conceitos de esquerda e de direita do avesso. Ele e o Reinaldo Azevedo são agora articulistas da Folha de São Paulo. Parece que a direita moderada (e não a direita radical, que é outra coisa) ajuda sim a vender jornal no Brasil. Magnoli se define como um pensador independente de esquerda. Veja o que ele tem a dizer sobre o PT.

Direita e esquerda - DEMÉTRIO MAGNOLI


FOLHA DE SP - 26/10

O PT é o esteio de um sistema hostil ao interesse público: a concha que protege a elite patrimonialista
Visitei Praga em 1989, às vésperas da Revolução de Veludo. Naquela cidade, "comunista" era estigma. No Brasil, a ditadura militar definiu a palavra "direita". O cara é de direita.
Impossibilitado de internar dissidentes em instituições psiquiátricas, o lulopetismo almeja isolá-los num campo de concentração virtual. No processo, devasta o sentido histórico dos termos até virá-los pelo avesso: eles é que são "de direita"; eu sou "de esquerda".


Eles financiaram com dinheiro público a bolha Eike Batista. Na fogueira do Império X, queimam-se US$ 5,2 bilhões do povo brasileiro. "O BNDES para os altos empresários; o mercado para os demais": eis o estandarte do capitalismo de Estado lulopetista. Anteontem, Lula elogiou o "planejamento de longo prazo" de Geisel; ontem, sentou-se no helicóptero de Eike para articular um expediente de salvamento do megaempresário de estimação. O lobista do capital espectral é "de direita"; eu, não.

Eles são fetichistas: adoram estatais de energia e telecomunicações, chaves mágicas do castelo das altas finanças. Mas não contemplam a hipótese de criar empresas públicas destinadas a prestar serviços essenciais à população. Na França, os transportes coletivos, que funcionam, são controlados pelo Estado. Eu defendo esse modelo para setores intrinsecamente não-concorrenciais. O Partido prefere reiterar a tradição política brasileira, cobrando de empresários de ônibus o pedágio das contribuições eleitorais para perpetuar concessões com lucros garantidos. "De esquerda"? Esse sou eu, não eles.

Eles são corporativistas. No governo, modernizaram a CLT varguista, um híbrido do salazarismo com o fascismo italiano, para integrar as centrais sindicais ao aparato do sindicalismo estatal. Eles são restauracionistas. Na década do lulismo, inflaram com seu sopro os cadáveres políticos de Sarney, Calheiros, Collor e Maluf, oferecendo-lhes uma segunda vida. O PT converteu-se no esteio de um sistema político hostil ao interesse público: a concha que protege uma elite patrimonialista. "De direita"? Isso são eles.

Eles são racialistas; a esquerda é universalista. O chão histórico do pensamento de esquerda está forrado pelo princípio da igualdade perante a lei, a fonte filosófica das lutas populares que universalizaram os direitos políticos e sociais no Ocidente. Na contramão dessa herança, o lulopetismo replicou no Brasil as políticas de preferências raciais introduzidas nos EUA pelo governo Nixon. Inscrevendo a raça na lei, eles desenham, todos os anos, nas inscrições para o Enem, uma fronteira racial que atravessa as classes de aula das escolas públicas. Esses plagiários são o túmulo da esquerda.

Eles são atavicamente conservadores. Os programas de transferência de renda implantados no Brasil por FHC e expandidos por Lula têm raízes intelectuais nas estratégias de combate à pobreza formuladas pelo Banco Mundial. Na concepção de FHC, eram compressas civilizatórias temporárias aplicadas sobre as feridas de um sistema econômico excludente. Nos discursos de Lula, saltaram da condição de "bolsa-esmola" à de redenção histórica dos pobres. Quando os manifestantes das "jornadas de junho" pronunciaram as palavras "saúde" e "educação", o Partido orwelliano sacou o carimbo usual, rotulando-os como "de direita". Eles destroem a linguagem política para esvaziar a praça do debate público. Mas, apesar deles, não desapareceu a diferença entre "esquerda" e "direita" --e eles são "de direita".

"Esquerda"? O lulopetismo calunia a esquerda democrática enquanto celebra a ditadura cubana. Fidel Castro colou a Ordem José Martí no peito de Leonid Brejnev, Nicolau Ceausescu, Robert Mugabe e Erich Honecker, entre outros tiranos nefastos. Da esquerda, eles conservam apenas uma renitente nostalgia do stalinismo. Sorte deles que Praga é tão longe daqui.


Comentando: Pois é, onde eu vi ironia, o articulista Rodrigo Constantino viu a coisa literal. Considerando seu artigo (absurdamente deletado do site de Veja - 15/01/16) parece que o Magnoli realmente pensa o PT como um partido de direita, e que escreve por autodefesa ou auto - justificativa. Vendo por esse ângulo a coisa perde muito da graça.

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