• De Template" style="width: 750px; height: 250px;" />

    Música

    Música

    Música Acústica, Digital, Músicos, Internet, Composições, Gente Interessante

  • De Template" style="width: 750px; height: 250px;" />

    Cognição

    Análise Crítica

    Desenvolvimento Cognitivo, Ensaios, Resenhas, Releituras, Crônica, Prosa e Poesia

  • De Template" style="width: 750px; height: 250px;" />

    Educação

    Educação

    Projetos Pedagógicos, Ciclismo, Política e Cidadania, CAS - IB

  • De Template" style="width: 750px; height: 250px;" />

    Psicologia

    Psicologia

    Ken Wilber, Autoconhecimento, Pathwork, Wilhelm Reich, Spiral Dynamics

  • De Template" style="width: 750px; height: 250px;" />

    Meditação

    Meditação

    Meditação, Espiritualidade, Integral Practice, Budismo, Shambhala

quinta-feira, 14 de agosto de 2008

Esquisitão

Sessão de terapia com Graciela Rozental. http://www.espacolumengaia.com.br/
Falávamos sobre a minha viagem de férias http://br.youtube.com/bcpand


(Eu) - “Toda vez que viajo atravesso um tipo de depressão...”
(Ela)- “Como assim”?
(Eu)- “Preciso ficar sozinho. Depois melhora e tudo volta ao normal”.
(Ela)- “Você sente isso com freqüência?”
(Eu)- “Acho que sim.”
(Ela)- Hum. “Você teve problemas no seu nascimento?”
(Eu)- “Não conseguia nascer. Os médicos me tiraram às pressas. Nasci praticamente asfixiado. Por que a pergunta?”
(Ela)- “Você consegue ver a relação entre seu nascimento difícil e suas depressões nas viagens?”
Não estava entendendo.

Graciela continuou:
- “Quando você muda ou inicia algo, por acaso vive um mini-processo de depressão como aquele?
(Eu)- “Espere... Acho que... sim. Pequenas coisas... Se começo a ver TV, não consigo mais levantar do sofá. Fico ali, inerte. Se estiver lendo, meditando, me exercitando. Tenho dificuldade em trocar a atividade! Parar e começar outra. Tenho que superar um tipo de barreira; Uma mini – depressão.
(Ela)- “É como se resistisse a “nascer” para a nova coisa”?
(Eu)- ?
(Ela)- “Quando você viaja você fica deprimido porque não quer “nascer” para a nova situação (Estar de férias, por exemplo). Nascer foi difícil, então nascer para algo traz angústia. Instala-se uma inércia. Essa inércia é uma reação de defesa, relacionada ao seu difícil nascimento.”
Já escrevi sobre minha tendência à inércia e sobre meu difícil nascimento.



http://bcpandrebcp.blogspot.com/2008/04/as-quinze-dualidades.html
Mas nunca tinha relacionado as duas coisas.
Quando o bebê está lutando para nascer usa todas as forças para sair da barriga. Caras como Stanislav Grof http://www.stanislavgrof.com/


e Arthur Janov http://www.primaltherapy.com/ estudaram a coisa. Explicam que essa “luta para sair” é saudável e cria a base para uma postura positiva diante da vida; Faz-nos ir atrás dos objetivos com garra e otimismo. Mas no meu caso, apesar de lutar, não tinha por onde sair. Exausto, desisti. Entreguei-me prostrado. Foi o jeito de escapar da angústia de estar “sem saída”.
Em outro trabalho terapêutico, durante o curso de formação Reichiana, o Dr. Dimas Calegari http://www.dimascalegari.med.br/
observou em mim essa inércia ou desistência de lutar. Durante um processo de catarse, meu corpo ficou imóvel, submerso em si mesmo. Parou de lutar. Escapou como numa fuga esquizóide.
- “Esqui o quê?”
Esquivo. Esquizotípico. Esquizóide. Variações sobre o mesmo tema.
A esquizoidia é uma defesa de caráter formada por traumas primitivos. Nascimento, primeiro mês de vida. A pessoa vivencia a chegada ao mundo com sofrimento. Isso a leva a acreditar que a vida é um lugar hostil. Ela então se protege da vida criando uma defesa que “tenta escapar” da própria vida. Essa defesa (como todas as outras) acaba por reproduzir “ad infinitum” o ambiente hostil que a pessoa encontrou ao nascer. Ela se desvitaliza e se refugia no fundo de si próprio. Para o esquizóide, a “existência dói”. Um esquizóide “normal” pode ser uma pessoa mais ou menos adaptada. São artistas, filósofos, músicos e caras estranhos em geral. Casos graves podem descambar para a esquizofrenia. Esquizóides são, acima de tudo, esquisitos. Quer saber qual é meu apelido familiar? “Esquisitão”.
Mas e essa história de não conseguir mudar, ou “nascer” para outra atividade?
Barbara Brennan http://www.barbarabrennan.com/
assim descreve esse traço: “O esquizóide tem na sua mente muitos lugares, que são como quartos fechados. Ele ocupa bem todos os quartos. Mas não há portas entre os quartos. E ele não consegue passar de um quarto para o outro”. É isso. Fica embaçando e não consegue passar de uma atividade a outra.
Depois da sessão, voltei para casa pensando: “Onde estou sujeito à mini - depressão da mudança?”. Acabei lembrando uma coisa incrível:
Uma música minha de 1983 reproduz o exato momento do parto! A letra convida o infante a entrar no mundo. “Entra, entra ao tempo... entra, entra ao tempo...” Segue num crescendo, até a celebração catártica do nascimento no “canto da mãe”. Noutro momento, a canção convida: “Pousa, filho homem, troca o ar dos olhos teus”. Desça das alturas! Saia desse limbo e comprometa-se com o ato de viver! É o chamado da canção e o maior desafio do esquizóide. Aprender que a vida não é necessariamente dolorosa como foi o nascimento. A vida pode ser muito legal. Mas o esquizóide não aposta nisso. Continua a canção: “Troca o ar dos olhos teus”. Desça do seu pedestal. Abandone o orgulho. Outra defesa típica do esquizóide. “Veja como sou superior a você”, diz o “ar dos seus olhos”. Orgulho para esconder o quê? Baixa auto-estima, lógico.
O esquizóide é profundo. E é só isso que ele é. Não consegue ser superficial. Para disfarçar essa incompetência despreza a “futilidade” do mundo.
Gravei a canção “Nascer” http://www.myspace.com/andrebarretocosta
nos estúdios da “Verbo Filmes”, em 1984. Nos vocais, junto comigo, a Denise Mello http://www.denisemello.com.br/
Participamos naquele ano de alguns festivais de MPB na capital e no interior. Nunca vencemos.
Vencer a inércia. Tarefa tão difícil quanto vencer um festival de MPB. Difícil mesmo foi terminar as minhas férias e recomeçar a trabalhar na semana passada. Mas esse já é meu lado normal.
Abraços.








3 comentários:

Aphrodite Papadimítrio Catsoris disse...

Love you
the text
the music

ps. talvez eu também seja uma esquizóide. Ou talvez seja apenas a primeira da fila dos filhos, que sempre tem que "lutar" com garras e dentes pra conquistar a libertade de ser e viver. Ou talvez tenha sido apenas uma cobaia de inexperientes "cientistas".
Vai saber...
No final, eu tenho é que continuar a dançar, todos os dias, todas as horas. Pois é isso que me impulsiona e me dá prazer e tesão de viver.

mais xoxoxos de Mi - ami

Drea

Haline disse...

Olá! Estou estudando algumas terapias complementares, pretendo ser terapeuta e acupunturista, e ontem estava lendo sobre estruturas de caráter (Livro: Mãos de Luz) e me identifiquei com o tipo esquizóide. Sim, sou esquizóide! Então hoje acabei no seu blog que fala sobre o mesmo assunto (Olha a coincidência! Ou será sincronicidade?)
Ababei lendo todo blog e adorei o lugar.

Parabéns!

fantasia disse...

Sou esquizóide e custa-me muito