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sexta-feira, 12 de abril de 2013

Single - Jingle

Ainda em 93 fiz um test - drive na vida acadêmica quando escrevi meu TCC  no curso de Publicidade da ECA-USP. Foi um ano interessante. A vida de músico me engajava em diferentes círculos sociais. Escrever o TCC foi como mergulhar na vida monástica, em meio à leituras e produção de texto. Os que me conhecem sabem como amo muito tudo isso. O Professor N. Garcia, da ECA tentou ser meu orientador. Ele me confessou no final que não botava fé que aquilo vingaria. Mas vingou sim, mesmo sem muita participação dele. O meu tema (criação de uma interface teórica para desvendar a música publicitária) era inédito. Era a aventura que me atraia.

terça-feira, 26 de abril de 2011

Éden


Ari Raynsford http://www.ariray.com.br/ acaba de publicar sua tradução de Up from Eden, de Ken Wilber: Éden.
Ari é incansável na arte de divulgar a sua obra. Ele sabe que o mundo precisa de Ken Wilber. Concordamos inteiramente nesse ponto, o que me induz a divulgar com regularidade seu trabalho, mesmo no Brasil. O Brasil não precisa de Ken Wilber. Para o Brasil saber ler já seria maravilhoso. Acontece que, como ocorre com Ari e Wilber, a utopia me alimenta.

segunda-feira, 13 de setembro de 2010

Para os grandes

O Boom americano da psicologia humanista e existencial dos anos 50 e da revolução cultural dos 60 criaram o environment para o surgimento das chamadas abordagens da nova era. Essa sopa de Existencialismo com Zen Budismo forjou o cenário para as terapias integrativas. O casal Pierrakos surfou nessa onda cozinhando Yoga, Reich e Misticismo Cristão na mesma panela. Esta é a história de como as defesas de caráter reichianas foram recicladas e ganharam o manto chique do espiritual. Curioso, fui investigar. Fuçei o sistema Pathwork/Core energetics dos Pierrakos e a técnica da Barbara Brennan. Vamos dar uma olhada na última.

Mas quem é Barbara Brennan?

quinta-feira, 8 de abril de 2010

Com a festa no fim


"Com entusiasmo recomendo o curso do Dr. Dimas Calegari àqueles que anseiam saber mais sobre si mesmos; Saber mais sobre as armadilhas e trincheiras do desenvolvimento infantil e adulto.
Em seu curso teórico - vivencial, somos convidados a explorar nosso mundo interior, enquanto aprendemos sobre as causas psicológicas e somáticas de nossos problemas.
Extensa experiência na área de terapia corporal, o Dr. Dimas também é ótimo professor. Sua didática é excelente, o conteúdo progressivamente encadeado, com extenso material de consulta de autoria própria. Diferente de outros famosos da área, Dr. Dimas é médico. Quando fala do corpo, sabe bem do que está falando".

Enviei por email o texto de recomendação acima a pedido do Dimas Calegari e ele gentilmente postou em seu site

Seguindo com a discussão sobre Psicologia e Caráter


Vou tratar do Dimas.

domingo, 12 de julho de 2009

Escolha este

Ao lado: Alexander Lowen em ação.
Comecei revisão do tema estruturas de Caráter. O assunto é básico em terapia corporal, com sua abordagem de tipos rica em detalhes e descrições. Estou usando o livro O corpo em terapia, do Alexander Lowen. É seu melhor livro. Lowen era ótimo terapeuta, mas não era o mesmo como escritor, para usar um eufemismo. Se tiver que ler apenas um, escolha este. Quando o escreveu, Lowen ainda não era o pop star que viria a ser mais tarde, com o boom das terapias corporais. Há uma preocupação com o conteúdo, com a consistência e com a precisão científica. O corpo em terapia está para Lowen assim como Análise do caráter está para Reich. É um livro que consolida o autor, colaborando para a descrição e discussão do tema do caráter. Para os reichianos, o caráter é a estrutura básica que molda nossa vida inconsciente. É um atalho de acesso direto ao eu pré-edipiano. O bacana do caráter é que ele está escrito no nosso corpo, e revela sem rodeios nossa história pessoal. O caráter molda o corpo de um jeito específico, conforme a energia libidinal abre o caminho por entre os bloqueios que criamos durante o crescimento . Não dá para o bom terapeuta passar batido por isso aqui.

sábado, 25 de outubro de 2008

Quatruidade

A vida é engraçada. Segue nos pregando peças. Seguimos por ela aos trancos e barrancos, o melhor que podemos. Somos cidadãos, consumidores, profissionais, pais, companheiros, colegas, tudo ao mesmo tempo. Às vezes vamos bem. Às vezes, bem... Falar em ter sucesso na vida é falar em adquirir habilidades para executar tarefas - chave como essas acima. Essa visão muito difundida foi questionada num livro notável. O autor argumenta que o sucesso tem menos haver com adquirir habilidades, e mais haver com o seu funcionamento mental. Tem menos haver com competências, e mais haver com patamares de consciência.
O professor Robert Kegan, do departamento de desenvolvimento adulto de Harvard ensina: Para alcançar sucesso adulto preciso não tanto de competência, mas de uma eficaz reconstrução cognitiva. Reaprendizado constante. De novo e de novo, ver e reestruturar o entendimento do que é visto. Ir aos poucos complicando.
O senso comum diz que crescemos só até o final da adolescência. Não é assim. O corpo pára de crescer. A mente não.

quinta-feira, 17 de julho de 2008

Tio Sam e a nossa batucada

Mr. Don Beck. PUC, 29 de maio de 2008. Foto de Frederico Porto.
Chego a PUC por volta das 09h30minh. Estou Atrasado. Na porta do elevador, dou com o Frederico Porto. http://www.integracaohumana.com.br/
Terno e gravata. Malinha a tiracolo. Pensador ligeiro, do tipo amarelo. (Não, o cara não é asiático. continue lendo para entender...)Fazia uns anos já que não nos víamos. “Andre, não é...”, arriscou. Fiquei espantado com o poder da memória dele.
Participamos juntos de alguns workshops integrais. Sempre admirei seu entusiasmo pelo conhecimento e seu otimismo transbordante, o que o faz uma companhia muito agradável.
Era óbvio que estávamos ali para o mesmo evento. O encontro reservado com o Don Beck. De passagem por São Paulo, Don deu uma palestra aberta ao público na PUC no dia anterior. No dia seguinte, o Ari Raynsford http://www.ariray.com.br/
organizou um encontro menor, com alguns profissionais que conhecem ou usam a abordagem da “Spiral Dynamics”. Senti-me honrado e grato pelo seu convite. Certamente aquela seria uma manhã memorável.

terça-feira, 22 de abril de 2008

Quanto falta?


Pierre Weil no livro "Holística: Uma nova visão e abordagem do real" (esgotado na editora) perguntou: "É possível iluminar-se espiritualmente vivendo numa cidade grande do final do século XX"? Alan Wallace em "The Attention Revolution" ( sem tradução ainda) parece endereçar-lhe resposta. Alan é monge tibetano legítimo. Esteve sob responsabilidade direta do Dalai Lama. Também é físico e PhD em Estudos Religiosos pela Universidade de Stanford, além de criador do Santa Barbara Institute for Consciousness Studies.

Para Alan, o progresso da meditação depende do que chama de "a Boa Prática". O Aumento da qualidade e da intensidade de sua atenção. É como se ela precisasse de um “upgrade”. Ela tem normalmente, digamos, 10 “megapixels” de definição. Com a “boa prática”, sua atenção pode chegar a 1000 megapixels e além!

sábado, 9 de fevereiro de 2008

Injunções


Vivo num tipo de esquizofrenia filosófica: Admiro tanto a ciência quanto a espiritualidade. São áreas humanas antagônicas e auto-excludentes. A meu ver, a espiritualidade humana é o assunto mais sério de todos, e deve ser tratada como um tipo de ciência.
Se é que é possível uma integração entre os dois campos de conhecimento, a iniciativa deve partir da ciência. A linguagem mítica e metafísica, tal como encontrada no material do Pathwork, por exemplo, está ultrapassada em círculos sérios de estudo. Perecerá no crivo da história.

sexta-feira, 18 de janeiro de 2008

Quinze Dualidades


Os principais problemas da minha vida psicológica podem ser resumidos em 15 questões ou temas básicos. É o que chamei de “minhas quinze dualidades”. Elas resumem bem os temas mais constantes com os quais preciso ainda lidar para não ter problemas na minha vida. Sabendo administrá-los, permaneço em equilíbrio psicológico e num estado de relativa felicidade. Digo relativa, porque a felicidade completa está latente ainda nas esferas transpessoais. Mas estou a caminho de lá. Trabalhar com minhas quinze dualidades tem significado o meu aperfeiçoamento como ser humano. Elas revelam a investigação minuciosa da minha sombra (no sentido Junguiano).

segunda-feira, 14 de janeiro de 2008

Ereto Imóvel Atento


Retomando a minha prática de meditação com quinze minutos diários. Separo o horário das 21h às 22h para a prática. Por volta das nove, paro o que estou fazendo e vou tomar um banho. Durante o banho, preparo minha mente para meditar. Monto o Kit no escritório, num espaço de 2 metros quadrados. Zafú, colchonete, alarme programando o tempo. Aviso minha Mulher. Peço que atenda o telefone e não me chame. A técnica que uso é “Minfulness of breathing”, ou “atenção plena na respiração”.

quarta-feira, 14 de novembro de 2007

Graça e Coragem

Neste exato momento, enquanto escrevo estas palavras, uma boa amiga permanece internada no hospital, recuperando-se de uma recaída em sua saúde, em virtude de um câncer recente de pulmão originado por um câncer anterior de mama. Apenas quem já viveu essa tragédia sabe como é difícil lidar com essa doença. Temos preconceito em relação à morte e não gostamos de lembrar o fato de que todos morreremos um dia. Penetrei um pouco no universo do câncer através de uma profundamente tocante leitura que fiz em maio deste ano: “Grace and Grit”, de Ken Wilber.

sexta-feira, 26 de outubro de 2007

Vinte cadernos


"A lucidez tem uma textura própria; É como redefinir o mundo. Amanhecer numa manhã clara e fresca. lúcida, onde as coisas estão permanecendo ainda em seus devidos lugares. Deixo espaço para o imediato e aos sentidos e vejo o que não quero ver..." Assim abro o meu primeiro diário, um caderno universitário, em maio de 1987. Estava em Ouro Preto, Minas Gerais. Sozinho, vinte anos, perdido. Vinte anos depois, vinte cadernos depois, estou "encontrado", casado , feliz.
Fui uma pessoa complicada e infeliz na infância e adolescência. Por muito tempo procurei respostas que explicassem a confusão interna de sentimentos e anseios que sentia. Na minha falta de rumo, comecei a relatar minha experiência subjetiva em cadernos.