Em 1998, já com um ano de namoro, mostrei para a Gis uma melodia que estava tentando compor ao violão. Queria saber o que ela achava, se lhe agradava aquele som. Sincera, ela me disse que não tinha gostado muito. Só confessei muito tempo depois que aquela canção seria dedicada a ela.
Acabei nunca compondo uma música para a Gis, mas sempre fiz música para as pessoas do meu entorno. Desde o início foi assim. Compus para minha mãe, para minha irmã, para ex - namoradas. Tentar compor é a atividade musical que mais me diverte: tentar criar uma letra que combine com uma melodia de um jeito interessante e original.
Resolvi juntar 20 das minhas melhores músicas num único vídeo, para poder ouvir tudo de uma tacada só. Como um passeio pelas últimas décadas do meu amadurecimento pessoal, desfilam neste vídeo sonoridades variadas que refletem diferentes momentos da minha vida, e também algumas antigas parcerias queridas. O resultado você confere aqui.
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sábado, 1 de abril de 2017
domingo, 19 de abril de 2015
Lugares e olhares
Passei algumas semanas no Chile com a Gis em janeiro. Voltarei ao assunto.
Fizemos, como tem sido regra nas minhas viagens, um pequeno álbum de fotos, com aquelas que consideramos mais interessantes. Paisagens, casas, ruas e ângulos. Embora não tenha a pretensão de ser fotógrafo, pratiquei nos meus passeios à pé o tal olhar artístico, por puro divertimento. Fotografar registra e dá uma dimensão estética à experiência. Apresento aqui uma pequena coleção de álbuns de fotos selecionadas de viagens.
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domingo, 27 de abril de 2014
Adeus Armindo
Vencido pelo câncer após um ano de batalha, Armindo Ribeiro, 75, faleceu na Santa Casa de Limeira no dia 02 de Abril. No processo da doença recebeu muito suporte e Amor de todos, família e amigos. Não obstante, Joana, a esposa, e Gis, a filha, foram, mais que todos, incansáveis. Sua dedicação o ajudou a suportar o sofrimento, em especial nas últimas semanas.
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domingo, 9 de dezembro de 2012
Acre
Formamos
uma
Banda para
tocar
uma
música num
evento no início de Dezembro.
Santa
Claus is Coming to Town, de
J. Frederik e G. Haven.
A versão que usamos como referência foi
esta do Sinatra (Gravação
de 48.
A canção é de 34).
No
minuto em que abri o e-mail com
o link da
música comecei
a retrabalhá -la no
violão. Acabei com
um novo
arranjo, que o grupo concordou em inserir na apresentação.
Gravei
um vídeo com o passo a passo do arranjo que você assiste aqui.
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sábado, 1 de dezembro de 2012
3 ponto 4
Fizemos um Jardim de Inverno no nosso Apê. Aproveitamos uma área próxima à varanda. Tiramos o feriadão da República para o projeto. Deu tempo de desenhar, comprar, montar e ver pronto. O projeto é assinado pela Gis, minha mulher - designer. Filmei a sua montagem e o
resultado deste trabalho você assiste aqui.
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sábado, 25 de agosto de 2012
La ciudad más bella
Porque os odiamos tanto? Fui para lá agora em Julho e voltei enamorado pelo povo argentino e pela cidade de Buenos Aires. Seria essa hostilidade justificada? No dia seguinte à nossa volta ao Brasil assistimos da minha janela um espetáculo de horror quando torcedores do Boca Juniors foram encurralados e atacados com paus, garrafas e rojões por uma horda enfurecida. E não eram apenas corinthianos os agressores! Todos que ali passaram tiraram sua casquinha. Alguns aos risos. Foi um linchamento físico e moral. Repare que os brasileiros ganharam a libertadores. O que teria acontecido se o corinthians tivesse perdido? Perplexo com tamanha animosidade lembrei - me do povo de Buenos Aires e de como fomos bem recebidos por lá. E, de novo, exatamente como no Canadá, senti vergonha do meu País.
sexta-feira, 8 de junho de 2012
Divulgar pode
Passamos quatro dias em
Florianópolis no final de Abril. Eu, de férias. A Gis, nem tanto. Inspirada, tirou cerca de novecentas fotos da Ilha. A sua câmera sempre à tiracolo, uma Sony Semi –
profissional com resolução de oito mega pixel. De volta à São
Paulo, postou na web uma seleção de imagens. São fotos para uso comercial. Há de tudo um pouco. Utensílios domésticos, barcos,
aves silvestres, paisagens à beira mar. Detalhes revelados no ofício da fotógrafa: Revelar o inusitado, o inesperado, o ângulo oculto. Os dias chuvosos e a
opção pelo preto e branco realçaram os ares bucólicos das paisagens. A maioria das imagens foram feitas no Sul da
Ilha: Morro das Pedras, Ribeirão da Ilha, Lagoa da Conceição, Pântano do Sul. Por favor, não as copie. Divulgar pode. Aproveite para conhecer seu trabalho como Designer aqui. Abs.
Slideshow das fotos Aqui.
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quarta-feira, 11 de janeiro de 2012
Sobre as origens deste Blog - Parte três
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Sobre este Blog
domingo, 2 de outubro de 2011
Pouca gente sabe
Sou formado em Publicidade e Propaganda pela ECA - USP. Pouca gente sabe. Sou casado com uma super Designer. Pouca gente sabe. Afinal nunca dei neste Blog o espaço que a Gis merece.
É que criei este Blog para falar de mim! O Blog dela é este acima. Minha tendência é não escrever muito sobre
o seu trabalho. Fica parecendo corporativismo, já que ela é minha
mulher. Nunca falar e fingir que não existe, por outro lado, seria ainda mais injusto, já que uma das coisas que admiro nela é o talento profissional. No fim, o Design acabou virando meu tema de interesse, por conta do nosso casamento.
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domingo, 26 de setembro de 2010
A fuça dos canalhas
No dia 18 de setembro
de 2010 nosso condomínio aprovou por unanimidade as contas da gestão
da Gis minha mulher no ano e meio em que foi síndica (2008 –
2009) .
Ela foi tirada do cargo
no final do ano passado. Reagimos com vigor mas não deu. Fomos
derrotados.
sexta-feira, 19 de março de 2010
28 Km
Não
parece que faz quatro anos que vivemos sem carro em São Paulo. Bem
no início esse parecia ser um projeto impossível. Vimos que não é,
se você organiza a sua vida perto de casa. Parte do nosso sucesso se
deve à bicicleta.
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sábado, 5 de dezembro de 2009
Por alguma razão misteriosa

Estão tentando dar pela segunda vez um golpe na síndica.
Convocaram uma assembleia para destituí - la do cargo no próximo dia 12 de dezembro. Estamos mobilizados angariando apoio e estudando estratégias de ação. Depois conto aqui a história em detalhes. Reproduzo abaixo uma carta minha aberta aos moradores.
Por alguma razão misteriosa - Carta aos moradores.
Por alguma razão misteriosa - Carta aos moradores.
Ócio é um problema. Faz a pessoa ficar frustrada, sem perspectiva. Da frustração à inveja é um passo. Se encontramos gente mais competente, mais bonita, mais inteligente, mais interessante do que nós queremos imediatamente destruí- la, pois ela é tudo o que nós não somos. A terapia ocupacional apareceu para dar o que fazer a quem não tem. Para dar razão à existência.
sexta-feira, 30 de outubro de 2009
A chama do tititi
Contei aqui a história de como a Gis, minha mulher, se tornou síndica do prédio em que moramos.
Contarei agora os acontecimentos seguintes. Vou me referir a Gis apenas como a síndica, para facilitar a narrativa. Após a ressaca da vitória, era comum ouvir nos corredores do prédio comentários da oposição do tipo Ih, isso aí não vai dar em nada... Com tanto por fazer, tantas melhorias abortadas por má administração, incompetência, irresponsabilidade, precisávamos aprender a lidar com a oposição ferida, que deixou claro de início que ia trabalhar contra. Tinham agora muito tempo ocioso, já que seu brinquedo preferido, o prédio, não estava mais disponível. O cheiro de coisa errada no ar ficava mais forte conforme a síndica tomava pé da situação. Na primeira semana chamou os sete funcionários para uma conversa.
segunda-feira, 1 de junho de 2009
Surpresa
Sexta, 29 de maio. Aniversário da Gis, minha mulher. Pedi que se arrumasse e me esperasse à tarde. Ia ter surpresa. Ficou um pouco desconfiada, mas na sexta à tarde estava pronta como combinado. Você está muito chique. Não quer colocar um tênis? Ela estava super bem vestida, e não era para o tipo de coisa que eu tinha em mente. Levei – a até a Av. Paulista. Ficou na livraria fazendo hora e eu fui preparar a surpresa. Meia hora depois, encontrei-a no Viena do Conjunto Nacional. Eu estava suado, e ela cada vez mais curiosa. Jantamos. É Teatro? Talvez. É Cinema? Talvez. Já sei! Hotel? Hum, olha, Aproveita que estamos aqui para ir ao banheiro. Por quê? Aonde vamos não tem banheiro? Mas não estou com vontade... Após o jantar, descemos à garagem do Conjunto nacional, onde nos esperavam duas bicicletas alugadas dos estacionamentos Estapar, parceria com a seguradora Porto Seguro. Saímos pela frente da avenida. Conduzimos as bikes até a aglomeração de Bicicletas na Praça do Ciclista.
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sábado, 6 de setembro de 2008
Em chamas
Chegamos ao prédio há pouco mais de dois anos. Recebidos por um zelador sorridente, que se ofereceu para reformar o apartamento. Vimos um apartamento reformado por ele. Não gostamos. Contratamos outro pedreiro muito melhor. Ficou mais barato e mais bem feito. O sorriso inicial do zelador com o tempo sumiu. Ele é do tipo que se gaba de ser imprescindível. Trabalha aqui há quinze anos. Conhece cada apartamento. Reformou a maioria deles. Mas não o nosso.
Por conta da reforma pedi a ele a planta do apartamento. Nunca veio.
Fomos mexendo no layout do imóvel. Mudamos a posição do guarda roupa para a parede oposta à original. Com um mês, notamos mofo nos sapatos. Percebemos que a parede não tinha sido impermeabilizada. Questionamos a síndica, que foi evasiva.
Depois, um acidente fez o aquecedor do banheiro queimar. Ligamos para o zelador. Não estava. "Nos viramos" como deu com os fusíveis e a fumaceira. Mês depois, uma vizinha dormiu com o gás ligado. Sentimos o cheiro e fomos até lá. sexta-feira, 27 de junho de 2008
91%
Design Gráfico: Gislaine Ribeiro/Assistente de Arte: Lorena Muñoz.
Sou meditador, músico e terapeuta. A Gis, minha mulher, é Artista Plástica e Designer. Eu fico lembrando a ela da importância de cuidar do lado de dentro e ela me lembra da importância de cuidar do lado de fora. Ela atua na área editorial. Às vezes cria projetos gráficos para CDs. Trabalha com músicos não tão conhecidos na mídia, mas do primeiro escalão: Myriam Hungria, Léa Freire, Anaí Rosa, e mais recentemente, Paulo Oliveira
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quinta-feira, 4 de outubro de 2007
Mário de Andrade em Ribeirão

Fomos convidados pelo Victor, meu enteado, para a grande estréia do opera-coral “Café”, baseada em poema de Mário de Andrade. O evento fez parte da abertura da feira do livro, na bela cidade de Ribeirão Preto, interior de São Paulo.
Saímos às pressas de São Paulo na sexta feira, 28/09, enfrentamos trânsito, atravessamos com brio os 300 kilometros até Ribeirão. Quase sucumbimos diante de um ônibus entalado entre os carros na esquina há dez metros do hotel.
Dez minutos para tomar banho, colocar uma roupa adequada ao teatro municipal e enfrentar às duas horas e meia de espetáculo sem janta...
Saímos às pressas de São Paulo na sexta feira, 28/09, enfrentamos trânsito, atravessamos com brio os 300 kilometros até Ribeirão. Quase sucumbimos diante de um ônibus entalado entre os carros na esquina há dez metros do hotel.
Dez minutos para tomar banho, colocar uma roupa adequada ao teatro municipal e enfrentar às duas horas e meia de espetáculo sem janta...
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quinta-feira, 27 de setembro de 2007
Quando perder é ganhar

Tivemos um pequeno conflito esta semana eu e minha mulher. Ela tem reclamado que não tenho tido tempo para ela. É verdade . Tenho andado distante dela ultimamente. Conversando, percebi que estava ressentido com ela por um fato acontecido há dois meses, logo depois da minha cirurgia. Pude ver claramente como a minha distância estava ligada a essa mágoa. Expus a ela o que sentia, e nós entendemos o que estava acontecendo nas correntes subterrâneas de nossa vida emocional.
Morar e viver (bem) com alguém é um enorme desafio. A outra pessoa, assim como nós, tem um mundo próprio a ser decifrado, e os dois mundos inevitavelmente colidem.
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quinta-feira, 13 de setembro de 2007
fábrica de sons

Sou casado com uma exímia cantora.
Seu pai recentemente se tornou um Luthier autodidata. Está construindo Violas caipiras para vender e colecionar.
Diz ele: "As pessoas com quem converso estão mais interessadas na aparência do que no som da Viola". Seus últimos trabalhos incluem instrumentos coloridos, como saídos de um pacote de balas.
Seu pai recentemente se tornou um Luthier autodidata. Está construindo Violas caipiras para vender e colecionar.
Diz ele: "As pessoas com quem converso estão mais interessadas na aparência do que no som da Viola". Seus últimos trabalhos incluem instrumentos coloridos, como saídos de um pacote de balas.
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