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segunda-feira, 28 de junho de 2021
A Jabuticabeira
Meu negócio sempre foi subir em árvores. E de todas as árvores, a que mais gostava era a jabuticabeira. Havia uma no pátio do Instituto Pernalonga. Eu tinha seis anos. A gente subia e brincava de um tipo de pega-pega em que as meninas deveriam ir atrás dos meninos. Eu era um mico leão. Em cima da jabuticabeira ninguém me pegava, ah não. A não ser uma certa menina que eu gostava, que eu deixava de propósito me pegar. Deixava e a fazia acreditar que tinha conseguido por seus próprios méritos. Ela ficava feliz e orgulhosa, mesmo sabendo que era de mentira. Eu sorria para ela, ela sorria de volta. Ela era a minha musinha, e aquele era o nosso joguinho.
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domingo, 13 de setembro de 2015
Kaleb
- Let's start. Your name please?
- Kaleb, sir.
- Kaleb. Right. Where did you come from, Mister Kaleb?
- I came from there,sir.
- From there. Well, how do you define yourself, Mister Kaleb?
- I am just ordinary people, sir.
- OK, and what was your main subject of work in life?
- People, basically, sir.
- Might we call you Kaleb?
- Sure, that's my name sir.
- Tell us Kaleb: what was the most spectacular thing you have found in your life?
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quarta-feira, 11 de janeiro de 2012
Sobre as origens deste Blog - Parte três
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domingo, 8 de janeiro de 2012
Sobre as origens deste Blog - Parte dois
Lí uma estranha realidade do Carlos Castaneda em São Bernardo do Campo. Era 1982, eu estava com quinze anos. Andava meio para baixo por mudar do prédio antigo. Também a nova cidade me privava do futebol e dos amigos, mas logo me daria em troca a música e os livros.
Aquele livro era bem estranho e me identifiquei de imediato. Descrevia a pesquisa de campo do antropólogo Carlos Castaneda da UCLA com os índios Yaquis na fronteira dos EUA com o México.
Aquele livro era bem estranho e me identifiquei de imediato. Descrevia a pesquisa de campo do antropólogo Carlos Castaneda da UCLA com os índios Yaquis na fronteira dos EUA com o México.
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sábado, 7 de janeiro de 2012
Sobre as origens deste Blog - Parte um
Manter um Blog na Internet é um tanto trabalhoso. Vou tentar contar como cheguei aqui, a um passo de completar cinco anos online, e também a um passo da centésima postagem. Considero aberta a temporada de auto - homenagens. Para chegar comigo ao fim não esqueça de levar na mochila paciência e curiosidade. Revisitarei minha trajetória para entender porque insisto em investir num produto que não dá retorno, seja dinheiro ou audiência. Esta coisa vem de longe e se delineou aos poucos. Antes de ser a história deste Blog, é a história de uma busca. Vou plantar pistas no ar para colher no fim da linha. Acompanha -me.
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sexta-feira, 23 de janeiro de 2009
Deus é brasileiro
Essa crônica é baseada numa história real. Aconteceu com um tio meu, há mais de trinta anos. Entrei em Jarinu numa tarde de abril. Anoitecia bonito, como só vi até hoje em Minas e Goiás. Dirigia há horas, vindo de carro direto do Rio. Estava bem disposto. Ia ao centro jantar. Conhecer um restaurante novo que tinha me indicado um amigo. Funcionários públicos e empregados de lojas saiam do serviço pela rua. Grupos de jovens de uniforme migravam na paisagem, rumo ao centro educacional. As portas abertas da igreja acolhiam carolas, mendigos e pecadores. Eu trabalhava para uma conhecida empresa de caminhões. Meu ofício era cruzar do Rio a Bahia uma vez por mês, para supervisionar concessionárias e revendedoras. Olhava, preparava um relatório, assinava documentos e um abraço. O resto do tempo eu botava o pé na estrada. Todo santo mês. Adorava. Na estrada você não é ninguém. Ninguém te conhece. Melhor, você é quem você quiser. E eu queria ser muitas coisas naquela época.
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quinta-feira, 18 de setembro de 2008
Arrumbaê!

Você tem idéia do trabalho que deu para nossos tataravôs símios descerem da árvore, endireitarem a coluna e caminharem sob duas pernas? Você tem idéia de como doeu “transmutar” duas mãos sobressalentes e fora de uso num par de ótimos pés? Foram bilhões de tombos. Você, que recebeu todo esse equipamento já pronto e de graça, vai desperdiçar sua saúde por um calhambeque que você chama pelo nome? Viva 22 de setembro! É o dia mundial sem carro! Vamos vendê-los todos! E votar na Soninha para prefeita. Vamos entoar o Slogan: “Troque seu sonho de consumo pela cidade dos seus sonhos”. Vamos trocar cem carros trocando de marcha em movimento pela marcha do movimento dos sem carro.Você acha que eu estou brincando?
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