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domingo, 9 de agosto de 2009

Não olhe


Entra ar. Sai ar.
"Venha ver isso! Muito legal.".. Não me movo.
Aconteceu há 23 anos
Algo
Que me mudou
Para sempre.
Caíram minhas defesas
Contra o fato básico
Estamos morrendo
Você e eu
Partiremos em breve.
Lembra-se?

terça-feira, 21 de julho de 2009

Terapia de casal


Imagem: Sistema AQAL (Wilber – 4)
Vou mediar o trabalho de Reich e Wilber. Quero legitimar no teórico minha abordagem Integral – Reichiana. Vou tentar entender primeiro porque Wilber http://www.kenwilber.com/home/landing/index.html se afastou das idéias de Reich. Embarcarei nesse trem só até a fase Wilber - 4 (Todas as linhas, todos os níveis, todos os quadrantes, todos os estados, todos os tipos). Deixemos a fase Wilber - 5 http://bcpandre.blogspot.com/2008/01/fase-cinco.html de fora por hora. Em O Espectro da consciência, http://www.amazon.com/Spectrum-Consciousness-Quest-Books/dp/0835606953 seu primeiro livro (e principal porta voz de sua trip reichiana - junguiana – fase 1) foi (e ainda é em muitos círculos) considerado a principal teorização no campo da teoria transpessoal já escrita. No livro, Wilber delineia o Centauro. O que é o Centauro?

domingo, 12 de julho de 2009

Escolha este

Ao lado: Alexander Lowen em ação.
Comecei revisão do tema estruturas de Caráter. O assunto é básico em terapia corporal, com sua abordagem de tipos rica em detalhes e descrições. Estou usando o livro O corpo em terapia, do Alexander Lowen. É seu melhor livro. Lowen era ótimo terapeuta, mas não era o mesmo como escritor, para usar um eufemismo. Se tiver que ler apenas um, escolha este. Quando o escreveu, Lowen ainda não era o pop star que viria a ser mais tarde, com o boom das terapias corporais. Há uma preocupação com o conteúdo, com a consistência e com a precisão científica. O corpo em terapia está para Lowen assim como Análise do caráter está para Reich. É um livro que consolida o autor, colaborando para a descrição e discussão do tema do caráter. Para os reichianos, o caráter é a estrutura básica que molda nossa vida inconsciente. É um atalho de acesso direto ao eu pré-edipiano. O bacana do caráter é que ele está escrito no nosso corpo, e revela sem rodeios nossa história pessoal. O caráter molda o corpo de um jeito específico, conforme a energia libidinal abre o caminho por entre os bloqueios que criamos durante o crescimento . Não dá para o bom terapeuta passar batido por isso aqui.

segunda-feira, 1 de junho de 2009

Surpresa

Sexta, 29 de maio. Aniversário da Gis, minha mulher. Pedi que se arrumasse e me esperasse à tarde. Ia ter surpresa. Ficou um pouco desconfiada, mas na sexta à tarde estava pronta como combinado. Você está muito chique. Não quer colocar um tênis? Ela estava super bem vestida, e não era para o tipo de coisa que eu tinha em mente. Levei – a até a Av. Paulista. Ficou na livraria fazendo hora e eu fui preparar a surpresa. Meia hora depois, encontrei-a no Viena do Conjunto Nacional. Eu estava suado, e ela cada vez mais curiosa. Jantamos. É Teatro? Talvez. É Cinema? Talvez. Já sei! Hotel? Hum, olha, Aproveita que estamos aqui para ir ao banheiro. Por quê? Aonde vamos não tem banheiro? Mas não estou com vontade... Após o jantar, descemos à garagem do Conjunto nacional, onde nos esperavam duas bicicletas alugadas dos estacionamentos Estapar, parceria com a seguradora Porto Seguro. Saímos pela frente da avenida. Conduzimos as bikes até a aglomeração de Bicicletas na Praça do Ciclista.

quinta-feira, 30 de abril de 2009

Diários de bicicleta

Foto: Minha Dahon Matrix no Parque Villa Lobos. Fevereiro de 2009. Terça. 13 de janeiro. Entrei na Total Bike, meio por acaso. http://www.totalbike.com.br/ Ia ter passeio noturno. Pelo celular, chamei meu irmão. Ele tem duas bikes. Emprestou – me uma e fomos. Saímos por volta das 21h. Umas trinta bicicletas. Há muito tempo não sentia a liberdade de andar solto por aí, apreciando o ar da noite e as paisagens urbanas. Sem pára- brisa. Só eu e a brisa. Às dez da noite, cruzávamos o Parque Ibirapuera sob a lua cheia. Que sensação.Três dias depois, comprei uma bicicleta para mim.

segunda-feira, 9 de março de 2009

Implosiva

Serei criticado por escrever isto. O assunto desperta paixões. E se a paixão é demais, a cabeça não pensa direito. Educação inclusiva. Como essa bonita idéia nasceu certa e cresceu torta. Após uns anos praticando a inclusão, sinto que um debate é necessário. Desejo ouvir vozes dissonantes dessa mesmice, desse discurso pronto. Quebrar os dogmas. Muito se cochicha na sala dos professores e pouco é dito em voz alta. Vou filosofar um pouco sobre ideologia, sobre política educacional. Creio representar a voz da criança incluída, a mais interessada e a menos ouvida. Estou com ela ao escrever estas linhas.

segunda-feira, 23 de fevereiro de 2009

Psicologia da auto - estima

Artigo revisado publicado na última revista Sabiá. No final de agosto o Lula (não o professor, o xará presidente) sancionou lei obrigando o ensino de música nas escolas. Embora criticada, a lei é um avanço. Melhor dizendo, trata-se de uma correção histórica. Foi-se meio século até o país se dar conta que, ao cortar a música do currículo, jogou fora o bebê com a água do banho. Claro, na época do canto orfeônico havia problemas quanto à pedagogia utilizada (ainda aquela do conservatório de Paris do século XIX). O mundo desenvolvido há tempos conhece os benefícios da música na educação. Pesquisas em países como Canadá e Japão mostram que o aluno – músico é superior ao não - músico. A nossa escola e a música se casaram há muito tempo. Veja o nome desse jornal: Sabiá. Símbolo de brasilidade e de musicalidade. No início os verbos eram tocar (flauta) e cantar. Os professores suíços trouxeram o curso de violão, primeiro para eles mesmos (querro tocar bossa-nova!), depois para o currículo.

sexta-feira, 23 de janeiro de 2009

Deus é brasileiro

Essa crônica é baseada numa história real. Aconteceu com um tio meu, há mais de trinta anos. Entrei em Jarinu numa tarde de abril. Anoitecia bonito, como só vi até hoje em Minas e Goiás. Dirigia há horas, vindo de carro direto do Rio. Estava bem disposto. Ia ao centro jantar. Conhecer um restaurante novo que tinha me indicado um amigo. Funcionários públicos e empregados de lojas saiam do serviço pela rua. Grupos de jovens de uniforme migravam na paisagem, rumo ao centro educacional. As portas abertas da igreja acolhiam carolas, mendigos e pecadores. Eu trabalhava para uma conhecida empresa de caminhões. Meu ofício era cruzar do Rio a Bahia uma vez por mês, para supervisionar concessionárias e revendedoras. Olhava, preparava um relatório, assinava documentos e um abraço. O resto do tempo eu botava o pé na estrada. Todo santo mês. Adorava. Na estrada você não é ninguém. Ninguém te conhece. Melhor, você é quem você quiser. E eu queria ser muitas coisas naquela época.

domingo, 28 de dezembro de 2008

Epílogo

O prólogo está por um fio. Perambulo entre as palavras, enquanto degusto o picolé de gelo colorido. Sentado no banco, não suspeito estar doente. Desejo poder quebrar alguns dentes.
Em 2008 fiquei de pé, sustentado pelo maxilar e por uma tia rica chamada Sozinha.
Fiz duas lindas viagens. Tirei duas mil lindas fotos. Gastei dois mil lindos reais.
Mamãe ficou mais perto. Obrigado por suas palavras em outubro, Mãe. Aquilo me foi muito raro. Alguma porta abriu e rapidamente se fechou. Sim , também sinto muita falta do Papai.
Desejo a solidão e o espaço. Eis o presente que me darei: Solidão e espaço. Por favor vá embora agora e me deixe em privacidade.
Largo o livro. Estou na cozinha. Cozinho um caldo com camadas cebolíacas da minha vulnerabilidade. Está frio lá fora. O caldo servido aquece meus pés.
Volto ao livro. Num só fôlego, atravesso o vale entre o prólogo e o epílogo. Paro na página quarenta e dois.

quarta-feira, 10 de dezembro de 2008

Assim é a tática


Minha irmã morou alguns anos em Berlim na década de 90, onde conheceu algumas figuraças. Semana passada, uma dessas entrou em contato: Seu nome é Cornelius Klacek
www.hunform.com
Parece que o cara fugiu da guerra da antiga Iugoslávia e foi para França. Poderia conseguir o passaporte Francês como refugiado de guerra, mas seu espírito aventureiro não permitiu que ficasse parado por muito tempo. Andou por França, Alemanha, Espanha, Hungria, Dinamarca, Ilhas Canárias, Brasil, Chile, Peru e Bolívia onde fez muitos amigos.
Nunca viveu mais de dois anos em um único país, e nunca pode voltar para casa, pois seria preso por deserção.
Semana passada minha irmã recebeu email (transcrito abaixo) com este pedido. Ele pede a ela, bem, veja com seus próprios olhos

sexta-feira, 21 de novembro de 2008

A minha praia

"If I was a sculptor, but then again no,
Nor a man who makes potions in a travelling show
I know it's not much but it's the best I can do
My gift is my song and this one's for you "


Your Song - Elton John/Bernie Taupin


Qual o melhor jeito de dizer "eu te amo"? Pensou "cantando"? Acertou.