Essa crônica é baseada numa história real. Aconteceu com um tio meu, há mais de trinta anos. Entrei em Jarinu numa tarde de abril. Anoitecia bonito, como só vi até hoje em Minas e Goiás. Dirigia há horas, vindo de carro direto do Rio. Estava bem disposto. Ia ao centro jantar. Conhecer um restaurante novo que tinha me indicado um amigo. Funcionários públicos e empregados de lojas saiam do serviço pela rua. Grupos de jovens de uniforme migravam na paisagem, rumo ao centro educacional. As portas abertas da igreja acolhiam carolas, mendigos e pecadores. Eu trabalhava para uma conhecida empresa de caminhões. Meu ofício era cruzar do Rio a Bahia uma vez por mês, para supervisionar concessionárias e revendedoras. Olhava, preparava um relatório, assinava documentos e um abraço. O resto do tempo eu botava o pé na estrada. Todo santo mês. Adorava. Na estrada você não é ninguém. Ninguém te conhece. Melhor, você é quem você quiser. E eu queria ser muitas coisas naquela época.
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sexta-feira, 23 de janeiro de 2009
Deus é brasileiro
Essa crônica é baseada numa história real. Aconteceu com um tio meu, há mais de trinta anos. Entrei em Jarinu numa tarde de abril. Anoitecia bonito, como só vi até hoje em Minas e Goiás. Dirigia há horas, vindo de carro direto do Rio. Estava bem disposto. Ia ao centro jantar. Conhecer um restaurante novo que tinha me indicado um amigo. Funcionários públicos e empregados de lojas saiam do serviço pela rua. Grupos de jovens de uniforme migravam na paisagem, rumo ao centro educacional. As portas abertas da igreja acolhiam carolas, mendigos e pecadores. Eu trabalhava para uma conhecida empresa de caminhões. Meu ofício era cruzar do Rio a Bahia uma vez por mês, para supervisionar concessionárias e revendedoras. Olhava, preparava um relatório, assinava documentos e um abraço. O resto do tempo eu botava o pé na estrada. Todo santo mês. Adorava. Na estrada você não é ninguém. Ninguém te conhece. Melhor, você é quem você quiser. E eu queria ser muitas coisas naquela época.
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Crônica
domingo, 28 de dezembro de 2008
Epílogo
O prólogo está por um fio. Perambulo entre as palavras, enquanto degusto o picolé de gelo colorido. Sentado no banco, não suspeito estar doente. Desejo poder quebrar alguns dentes.Em 2008 fiquei de pé, sustentado pelo maxilar e por uma tia rica chamada Sozinha.
Fiz duas lindas viagens. Tirei duas mil lindas fotos. Gastei dois mil lindos reais.
Mamãe ficou mais perto. Obrigado por suas palavras em outubro, Mãe. Aquilo me foi muito raro. Alguma porta abriu e rapidamente se fechou. Sim , também sinto muita falta do Papai.
Desejo a solidão e o espaço. Eis o presente que me darei: Solidão e espaço. Por favor vá embora agora e me deixe em privacidade.
Largo o livro. Estou na cozinha. Cozinho um caldo com camadas cebolíacas da minha vulnerabilidade. Está frio lá fora. O caldo servido aquece meus pés.
Volto ao livro. Num só fôlego, atravesso o vale entre o prólogo e o epílogo. Paro na página quarenta e dois.
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Divagar quase pairando
quarta-feira, 10 de dezembro de 2008
Assim é a tática
Minha irmã morou alguns anos em Berlim na década de 90, onde conheceu algumas figuraças. Semana passada, uma dessas entrou em contato: Seu nome é Cornelius Klacek
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Parece que o cara fugiu da guerra da antiga Iugoslávia e foi para França. Poderia conseguir o passaporte Francês como refugiado de guerra, mas seu espírito aventureiro não permitiu que ficasse parado por muito tempo. Andou por França, Alemanha, Espanha, Hungria, Dinamarca, Ilhas Canárias, Brasil, Chile, Peru e Bolívia onde fez muitos amigos.
Nunca viveu mais de dois anos em um único país, e nunca pode voltar para casa, pois seria preso por deserção.
Semana passada minha irmã recebeu email (transcrito abaixo) com este pedido. Ele pede a ela, bem, veja com seus próprios olhos
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Gente interessante
sexta-feira, 21 de novembro de 2008
A minha praia
"If I was a sculptor, but then again no, Nor a man who makes potions in a travelling show
I know it's not much but it's the best I can do
My gift is my song and this one's for you "
Your Song - Elton John/Bernie Taupin
Qual o melhor jeito de dizer "eu te amo"? Pensou "cantando"? Acertou.
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Minhas músicas e arranjos
sábado, 25 de outubro de 2008
Quatruidade
A vida é engraçada. Segue nos pregando peças. Seguimos por ela aos trancos e barrancos, o melhor que podemos. Somos cidadãos, consumidores, profissionais, pais, companheiros, colegas, tudo ao mesmo tempo. Às vezes vamos bem. Às vezes, bem... Falar em ter sucesso na vida é falar em adquirir habilidades para executar tarefas - chave como essas acima. Essa visão muito difundida foi questionada num livro notável. O autor argumenta que o sucesso tem menos haver com adquirir habilidades, e mais haver com o seu funcionamento mental. Tem menos haver com competências, e mais haver com patamares de consciência.O professor Robert Kegan, do departamento de desenvolvimento adulto de Harvard ensina: Para alcançar sucesso adulto preciso não tanto de competência, mas de uma eficaz reconstrução cognitiva. Reaprendizado constante. De novo e de novo, ver e reestruturar o entendimento do que é visto. Ir aos poucos complicando.
O senso comum diz que crescemos só até o final da adolescência. Não é assim. O corpo pára de crescer. A mente não.
quarta-feira, 1 de outubro de 2008
Boa sorte

Era novembro. Chegamos tarde do jantar. Eu estava sem sono. Sentia-me energético. Os aromas da comida e do ótimo vinho ainda frescos na memória. Em poucas semanas nossos anfitriões partiriam do Brasil. Foi um jantar de despedida. Sentia admiração e inveja. “Puxa, como seria legal morar fora do Brasil”. Avaliando os anos de convivência que tivemos, resolvi que eles mereciam uma homenagem. Peguei uma folha de papel. Rabisquei seus nomes, um por um. Seis os membros da família. Escrevi junto um sincero “boa sorte”. Precisariam de sorte. A mudança era grande. Iriam para outro país. Muita coisa poderia dar errado. Olhei para o violão. Tirei do estojo. Passeei por algumas harmonias. Fiquei olhando para os nomes no papel. Tive uma idéia bizarra.
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Minhas músicas e arranjos
quinta-feira, 18 de setembro de 2008
Arrumbaê!

Você tem idéia do trabalho que deu para nossos tataravôs símios descerem da árvore, endireitarem a coluna e caminharem sob duas pernas? Você tem idéia de como doeu “transmutar” duas mãos sobressalentes e fora de uso num par de ótimos pés? Foram bilhões de tombos. Você, que recebeu todo esse equipamento já pronto e de graça, vai desperdiçar sua saúde por um calhambeque que você chama pelo nome? Viva 22 de setembro! É o dia mundial sem carro! Vamos vendê-los todos! E votar na Soninha para prefeita. Vamos entoar o Slogan: “Troque seu sonho de consumo pela cidade dos seus sonhos”. Vamos trocar cem carros trocando de marcha em movimento pela marcha do movimento dos sem carro.Você acha que eu estou brincando?
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sábado, 13 de setembro de 2008
Aula tipo EE
Foto: Beautiful CAS Coordinators. IB Workshop. Agosto de 08. O que segue abaixo é uma reflexão pessoal sobre a natureza do "IB learner Profile".
Importante para qualquer coordenador CAS http://bcpandre.blogspot.com/2008/03/cas-6-queira.html
Entender como ele se encaixa dentro do IB http://bcpandre.blogspot.com/2007/10/ib-fair-e-educao-globalizada.html
Está no centro, junto com TOK (Teoria do conhecimento) e o Extended Essay (Trabalho acadêmico de 4.000 palavras). Para ter IB, precisa fazer os três. Mas é mais que isso.
Entender como ele se encaixa dentro do IB http://bcpandre.blogspot.com/2007/10/ib-fair-e-educao-globalizada.html
Está no centro, junto com TOK (Teoria do conhecimento) e o Extended Essay (Trabalho acadêmico de 4.000 palavras). Para ter IB, precisa fazer os três. Mas é mais que isso.
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CAS - IB
sábado, 6 de setembro de 2008
Em chamas
Chegamos ao prédio há pouco mais de dois anos. Recebidos por um zelador sorridente, que se ofereceu para reformar o apartamento. Vimos um apartamento reformado por ele. Não gostamos. Contratamos outro pedreiro muito melhor. Ficou mais barato e mais bem feito. O sorriso inicial do zelador com o tempo sumiu. Ele é do tipo que se gaba de ser imprescindível. Trabalha aqui há quinze anos. Conhece cada apartamento. Reformou a maioria deles. Mas não o nosso.
Por conta da reforma pedi a ele a planta do apartamento. Nunca veio.
Fomos mexendo no layout do imóvel. Mudamos a posição do guarda roupa para a parede oposta à original. Com um mês, notamos mofo nos sapatos. Percebemos que a parede não tinha sido impermeabilizada. Questionamos a síndica, que foi evasiva.
Depois, um acidente fez o aquecedor do banheiro queimar. Ligamos para o zelador. Não estava. "Nos viramos" como deu com os fusíveis e a fumaceira. Mês depois, uma vizinha dormiu com o gás ligado. Sentimos o cheiro e fomos até lá. quinta-feira, 14 de agosto de 2008
Esquisitão
Sessão de terapia com Graciela Rozental. http://www.espacolumengaia.com.br/Falávamos sobre a minha viagem de férias http://br.youtube.com/bcpand
(Eu) - “Toda vez que viajo atravesso um tipo de depressão...”
(Ela)- “Como assim”?
(Eu)- “Preciso ficar sozinho. Depois melhora e tudo volta ao normal”.
(Ela)- “Você sente isso com freqüência?”
(Eu)- “Acho que sim.”
(Ela)- Hum. “Você teve problemas no seu nascimento?”
(Eu)- “Não conseguia nascer. Os médicos me tiraram às pressas. Nasci praticamente asfixiado. Por que a pergunta?”
(Ela)- “Você consegue ver a relação entre seu nascimento difícil e suas depressões nas viagens?”Não estava entendendo.
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sábado, 2 de agosto de 2008
Casa na praia
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