"Com
entusiasmo recomendo o curso do Dr. Dimas Calegari àqueles que
anseiam saber mais sobre si mesmos; Saber mais sobre as armadilhas e
trincheiras do desenvolvimento infantil e adulto.
Em
seu curso teórico - vivencial, somos convidados a explorar nosso
mundo interior, enquanto aprendemos sobre as causas psicológicas e
somáticas de nossos problemas.
Extensa
experiência na área de terapia corporal, o Dr. Dimas também é
ótimo professor. Sua didática é excelente, o conteúdo
progressivamente encadeado, com extenso material de consulta de
autoria própria. Diferente de outros famosos da área, Dr. Dimas é
médico. Quando fala do corpo, sabe bem do que está falando".
Enviei
por email o texto de recomendação acima a pedido do Dimas Calegari
e ele gentilmente postou em seu site
Não
parece que faz quatro anos que vivemos sem carro em São Paulo. Bem
no início esse parecia ser um projeto impossível. Vimos que não é,
se você organiza a sua vida perto de casa. Parte do nosso sucesso se
deve à bicicleta.
Estou fechando coisas. Antes de pensar na festa de hoje preciso cuidar da arrumação da festa de ontem. Começar ou encerrar? Encerrar. Em janeiro, o pessoal do Shambhala Brasil http://www.shambhala-brasil.org/ me convidou para seguir no treinamento em meditação.
O programa é incrível. A etapa aprofunda a prática e introduz novos desafios. Acontecerá ao longo do ano. Não dá para mim. Recusei o convite, já que nem assimilei direito o conteúdo dos primeiros módulos. O Shambhala é uma versão do budismo tibetano adaptado para o ocidente por Chögyam Trungpa Rinpoche e dado sequencia por seu filho Sakyong Mipham Rinpoche. Completei os primeiro cinco níveis entre 2007 e 2009.
Após cinco anos de atividades semanais, o meu grupo de autoconhecimento mais regular encerrou suas atividades em 2009.
O grupo começou em 2005 com nove integrantes. Teve muitas formações, mas se consolidou ao longo dos últimos anos com os cinco membros da formação final. Cinco pessoas fantásticas. Algumas desde o início, outras que entraram depois.
Estão tentando dar pela segunda vez um golpe na síndica.
Convocaram uma assembleia para destituí - la do cargo no próximo dia 12 de dezembro. Estamos mobilizados angariando apoio e estudando estratégias de ação. Depois conto aqui a história em detalhes. Reproduzo abaixo uma carta minha aberta aos moradores. Por alguma razão misteriosa - Carta aos moradores.
Ócio é um problema. Faz a pessoa ficar frustrada, sem perspectiva. Da frustração à inveja é um passo. Se encontramos gente mais competente, mais bonita, mais inteligente, mais interessante do que nós queremos imediatamente destruí- la, pois ela é tudo o que nós não somos. A terapia ocupacional apareceu para dar o que fazer a quem não tem. Para dar razão à existência.
Quarta feira, 04/11/2009. Fui à audiência pública que tratou do prolongamento da avenida Chucri Zaidan. Representando o poder público , estavam presentes o Eduardo Jorge Martins Alves Sobrinho, secretário municipal do verde e do meio ambiente, Roberto Molin, da EMURB, do Geólogo Fernando F. Kertzman da Geotec, empresa que fará o estudo do impacto ambiental da obra e de inúmeras outras entidades da sociedade civil, sociedades de bairro, do parque Burle Marx, pessoas comuns e proprietários de imóveis que serão desapropriados.
Contei aqui a história de como a Gis, minha mulher, se tornou síndica do prédio em que moramos.
Contarei agora os acontecimentos seguintes. Vou me referira Gis apenas como a síndica, para facilitar a narrativa. Após a ressaca da vitória, era comum ouvir nos corredores do prédio comentários da oposição do tipo Ih, isso aí não vai dar em nada... Com tanto por fazer, tantas melhorias abortadas por má administração, incompetência, irresponsabilidade, precisávamos aprender a lidar com a oposição ferida, que deixou claro de início que ia trabalhar contra. Tinham agora muito tempo ocioso, já que seu brinquedo preferido, o prédio, não estava mais disponível. O cheiro de coisa errada no ar ficava mais forte conforme a síndica tomava pé da situação. Na primeira semana chamou os sete funcionários para uma conversa.
Imagens: Acima - Alexandre Murashima. Abaixo - Markus Thomas.
Voltando a falar de música, tive gratas surpresas neste mês de agosto. Enquanto todo mundo fugia da rua por causa da gripe suína, dois velhos amigos entravam no estúdio para espantar a má sorte em ótimas gravações. Ambos me presentearam com seus CDs. Agora entretanto, recebi na mesma semana os links do myspace de ambos, que irei partilhar aqui. Alexandre Murashima e Markus Thomas. Duas personalidades bem diferentes. O primeiro, meu parceiro desde 1999, dos tempos da faculdade de música. Introspectivo, não se deixem enganar por essa primeira impressão. Basta desembrulhar sua semi – acústica e Zebú se revela em explosão musical. Já era excelente guitarrista, e está agora aparecendo o compositor. O segundo é um ex – pupilo da escola. Seu talento já era óbvio lá pela sexta ou sétima série. Só que com este CD o Thomas se posicionou para muito além de seu mestre. Curtindo a vida, pegando onda, celebrando sua existência sem culpas. Divulgo aqui seu último trabalho. Chega de conversa. Vamos curtir. Vou pincelando faixa a faixa.
Primeiro o Murashima.
http://www.myspace.com/alexandremurashimaNa barra da saia – Samba – funk. Vocais ao estilo Clube da esquina. Guitarra cortada, percutida. O clima impressionista. Passagens me lembram Jorge Benjor em Os alquimistas estão chegando. Enfim, entra o tema. Banda avança calibrada. Chama a atenção o entrosamento entre bateria e guitarra. A canção explode, implode, vai aos arroubos, nervosa. Muita dinâmica. Caos e desolamento. Crocodilos devorando um gnú.
Pedrinho – Valsa – Jazz. Singela. Vai perguntando e respondendo, até baixar o clima Hermeto. Aí, dá uma virada, e vem de novo aquele sabor impressionista. Terá recebido a visita do espírito de Toninho Horta? O que será que o Murashima tem escutado ultimamente? Mais careta que as outras, é a minha preferida.
És ou não Wes – Samba variado, cheio de sabores brasileiros, à la Marcos Valle. Aqui há mais espaço para solos e idéias melódicas mais livres do Mura.